quinta-feira, 7 de junho de 2018

Comentários, por Pai João de Aruanda


O que é isso, meu irmão? 

Porque que falar da casa do outro quando a nossa casa está cheia de motivos para transformação? 

Pra que citar os insucessos espirituais alheios, quando nos falta muito para aprender, caminhar e acertar? 

Não perca tempo relatando ocorrências infelizes dos outros. E também, tanto quanto nós, se esforçam como podem para deter a miséria de muita gente e resgatar sua dignidade perdida. 

Mensageiros do bem, trabalhando em nome do Nosso  Senhor em outra seara, com outros instrumentos, e se nós estivéssemos no lugar deles, talvez não  saberíamos agir de outra forma. 

Eles, no lugar em que nos encontramos, servindo conforme a cartilha que seguimos, deixamos muito a desejar. Falta­-nos imensos caminhos a percorrer  até que possamos ser considerados verdadeiros trabalhadores do nosso Pai. Pense nisso, meu  filho, e aprendamos juntos a dominar a palavra que sai de nossa boca e a controlar os comentários infelizes em relação àqueles que foram chamados por Jesus para realizar tipo de tarefa que nós rejeitamos fazer. 

No final daquela reunião cujos comentários invocavam a intolerância religiosa, o pai­-velho assume o médium e fala, de forma a tocar os corações. 

Lá vem vovô descendo a ladeira com sua sacola. E com seu rosário e com seu  patuá, ele vem de Angola. 
Eu quero ver, vovô, eu quero ver, 
eu quero ver se filho de Zambi tem querer.

DO LIVRO SABEDORIA DE PRETO VELHO, ROBSON PINHEIRO/PAI JOÃO DE ARUANDA.
EDITORA CASA DOS ESPÍRITOS.

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