quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Insetos astrais 2 - aranhas

— Quando consideramos as aranhas materializadas na Terra — retomou Pai João —, sabemos que são animais carnívoros que se alimentam principalmente de insetos, como grilos e baratas. Muitas têm hábitos domiciliares e possuem ferrões, utilizados para inoculação de veneno. Em geral, a forma astral mantida pelos parasitas energéticos que assumem o aspecto aracnídeo ataca o ser humano atraída pelo teor energético de pensamentos desleixados e mórbidos, emitidos por quem se entrega ao sofrimento e não zela pela educação íntima de suas emoções. São pessoas que trazem a marca do desespero e têm prazer em ressaltar suas dores, transferindo aos outros a responsabilidade por aquilo que lhes acontece. Os parasitas energéticos que se alimentam desse tipo de fluido mórbido atacam através da aura da saúde, injetando o veneno fluídico em sua vítima por via cutânea. Surgem então as inflamações energéticas características, que acometem a periferia do duplo etérico exatamente nos pontos em que houve picadas. O agravamento desse quadro dá-se com ulceração e posterior rompimento da estrutura da aura das pessoas. A partir daí, as consequências são mais drásticas, pois, sem a integridade do duplo, a saúde e o equilíbrio ficam seriamente prejudicados.


Notamos, Raul e eu, que as pessoas sugadas e atacadas pelas formas energéticas de aranhas apresentavam suas auras rompidas, como se houvesse um rasgo ou uma ruptura no duplo dessas pessoas.

Através dessa ruptura energética, os nossos amigos encarnados absorvem mais facilmente as correntes mentais infelizes de desencarnados e, ao mesmo tempo, perdem energias vitais preciosas.
Vejam que a ação dos parasitas vampiriza os encarnados, baixando-lhes tanto a resistência energética quanto a imunológica.

Um indivíduo destacou-se dos demais, pois um número maior de aranhas — ou de criaturas mentais com tal aspecto — sugava-lhe mais intensamente. Estava todo coberto desses parasitas, que lhe penetravam pelo nariz, pela boca, pelos olhos e ouvidos; após exame mais atento, reparamos que a região da genitália também se transformara em uma abertura no seu campo energético. Esses seres arrojavam-se, por todos os orifícios, para o interior do corpo de seu hospedeiro. A visão causava repugnância e, ao mesmo tempo, despertava em nós vontade de auxiliar, impedindo que ocorresse aquele tipo de vampirização energética tão voraz.

— Não adianta, por ora, qualquer recurso magnético, Ângelo — interferiu Pai João. — Poderíamos até liberar a aura de nossos irmãos desses parasitas ferozes; no entanto, cada um tem de desenvolver suas próprias defesas psíquicas, através da educação das emoções e dos pensamentos, para que a situação de desequilíbrio não retorne. Nesse momento, nossa ação seria ineficaz, pois esses companheiros nem sequer acordaram para a realidade espiritual e, por isso, não estão preparados mental e emocionalmente para uma reprogramação de suas vidas. Somente com essa reprogramação e as ações dela decorrentes é que poderiam se ver livres definitivamente das criações mentais peçonhentas.
“Vejam, meus filhos, como o quadro é complexo. Além do ataque através da aura da saúde, que é efetuado pelos poros da epiderme perispiritual, outras formas parasitárias penetram no interior dos corpos astral e etérico, causando uma resposta imunológica que evolui para anemia, icterícia cutaneomucosa e hemoglobinúria (que é a presença de sangue na urina); entre outros sintomas, a insuficiência renal aguda é a complicação mais nociva ao corpo físico quando a pessoa é atacada por esses seres peçonhentos.
“Para agravar ainda mais a contaminação fluídica, na contraparte astral esse tipo de parasita é utilizado por obsessores com regalo, pois sua manutenção não exige deles nenhuma cota de energia mental. Para sustentar o processo de ataque energético e envenenamento vital, bastam as emoções transtornadas de seus próprios alvos. Só lhes cabe canalizar os seres aracnoides para a aura dos encarnados; a partir daí, os próprios homens, com sua invigilância mental, produzem o fluido mórbido que dá forma e alimenta a existência dos parasitas.
“(...) Na esfera sutil, somente o passe magnético intensivo, acompanhado de um processo de reeducação mental e de descontaminação energética, poderá liberar o indivíduo das formas monstruosas e de sua ação nefasta sobre a saúde de meus filhos. Muitos pais-velhos costumam prescrever o uso de ervas cujo teor energético é anti-inflamatório e anti-infeccioso. Ministradas através de banhos ou beberagens, tais ervas têm seu bioplasma ativado com tamanha intensidade que suas propriedades energéticas e terapêuticas promovem uma limpeza intensa na estrutura do duplo etérico.
Ultrassensível, o corpo etérico absorve do elemento curativo das plantas as irradiações benéficas e saneadoras e naturalmente passa a expulsar as comunidades de parasitas mentais que se agregaram em suas linhas de força. O magnetismo administrado através dos passes é recurso muito útil; todavia, em qualquer caso, há que se proceder a uma modificação intensa dos hábitos mentais e das emoções do ser, senão outras comunidades parasitárias fatalmente assumirão o lugar daquelas que foram expurgadas de seus corpos.”

Do livro LEGIÃO, psicografado por ROBSON PINHEIRO/ÂNGELO INÁCIO. Ed. Casa dos Espíritos

*Grifos do Blog.

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