sábado, 16 de junho de 2018

Fé Católica e as Missas, por Emmanuel


300 – Como interpretar a missa no culto externo da Igreja Católica? 

Perante o coração sincero e fraternal dos crentes, a missa idealizada pela igreja de Roma deve ser um ato exterior, respeitável para nós outros, como qualquer cerimônia convencionalista do mundo, que exija a mútua consideração social no mecanismo de relações superficiais da Terra. 
A Igreja de Roma pretende comemorar, com ela, o sacrifício do Mestre pela Humanidade; todavia, a cerimônia se efetua de conformidade com aposição social e financeira do crente. 
Ocorrem, dessa maneira, as missas mais variadas, tais como a: “do galo”, a “nova”, a ”particular”, a ”pontifical”, a “das almas”, a “seca”, a “cantada”, a “chã”, a “campal”, etc., adstritas a um prontuário tão convencionalista e tão superficial, , que é de admirar a adaptação ao seu mistifório, por parte do sacerdote inteligente e afeito à sinceridade. 

301 – As aparições e os chamados milagres relacionados na história da origem das igrejas são fatos de natureza mediúnica? 

Todos esse acontecimentos, classificados no domínio do sobrenatural, foram fenômenos psíquicos sobre os quais se edificaram as igrejas conhecidas, fatos esses que o Espiritismo veio a catalogar e esclarecer, na sua divina missão de Consolador. 

LIVRO: O CONSOLADOR. FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL.
*Grifos do Blog.

Religiões, por Emmanuel II


295 – Se as seitas religiosas nascidas do Cristianismo têm uma tarefa especializada, qual será a das correntes protestantes, oriundas da Reforma? 

A Reforma e os movimentos ou esse lhe seguiram vieram ao mundo com a missão especial de exumar a “letra” dos Evangelhos, enterrada até então nos arquivos da intolerância clerical, nos seminários e nos conventos, a fim de que, depois da sua tarefa, pudesse o Consolador prometido, pela voz do Espiritismo cristão, ensinar aos homens o “espírito divino” de todas as lições de Jesus. 

296 – O Espírito, antes de reencarnar, escolhe também as crenças ou cultos a que se deverá submeter nas experiências da vida? 

Todos os Espíritos, reencarnados no planeta, trazem consigo a ideia de Deus, identificando-se de modo geral nesse sagrado princípio. 
Os cultos terrestres, porém, são exteriorizações desse princípio divino, dentro do mundo convencional, depreendendo-se daí que a Verdade é uma só, e que as seitas terrestres são materiais de experiências e de evolução, dependendo a preferência de cada um do estado de evolutivo em que se encontre no aprendizado da existência humana, e salientando-se que a escolha está sempre de pleno acordo com o seu estado íntimo, seja na viciosa tendência de repousar nas ilusões do culto externo, seja, pelo esforço sincero de evoluir, na pesquisa incessante da edificação divina. 

297 – Considerando que a convenção social confere aos sacerdotes das seitas cristãs certas prerrogativas na realização de determinados acontecimentos da vida, como interpretar as palavras de Mateus: - “Tudo o que ligardes na Terra, será ligado no Céu”, se os sacerdotes, tantas vezes, não se mostram dignos de falar no mundo em nome de Deus? 

Faz-se indispensável observar que as palavras do Cristo foram dirigidas aos apóstolos e que a missão de seus companheiros não era restrita ao ambiente das tribos de Israel, tendo a sua divina continuação além das próprias atividades terrestres. Até hoje, os discípulos diretos do Senhor têm a sua tarefa sagrada, em cooperação com o Mestre Divino, junto da Humanidade – a Israel mística dos seus ensinamentos. 
Os méritos dos apóstolos de modo algum poderiam ser automaticamente transferidos aos sacerdotes degenerados pelos interesses políticos e financeiros de determinados grupos terrestres, depreendendo-se daí que a Igreja Romana, a que mais tem abusado desses conceitos, uma vez mais desviou o sentido da lição do Cristo. 
Importa, porém lembrarmos neste particular a promessa de Jesus, de que estaria sempre entre aqueles que se reunisse sinceramente em seu nome. 
Nessas circunstâncias, os discípulos leais devem manter-se em plano superior ao do convencionalismo terrestre, agindo com a própria consciência e com a melhor compreensão de responsabilidade, em todos os climas do mundo, porquanto, desse modo, desde que desenvolvam atuação no bem, pelo bem e para o bem, em nome do Senhor, terão seu atos evangélicos tocados pela luz sacrossanta das sanções divinas.

LIVRO: O CONSOLADOR. FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL.
*Grifos do Blog.

Religiões, por Emmanuel


292 – Em que sentido deveremos tomar o conceito de religiões?

Religiões, para todos os homens, deveria compreender-se como sentimento divino que clarifica o caminho das almas e que cada espírito apreenderá na pauta do seu nível evolutivo.
Neste sentido, a Religião é sempre a face augusta e soberana da Verdade; porém, na inquietação que lhes caracteriza a existência na Terra, os homens se dividiram em numerosas religiões, como se a fé também pudesse ter fronteira, à semelhança das pátrias materiais; tantas vezes mergulhadas no egoísmo e na ambição de seus filhos.
Dessa falsa interpretação tem nascido no mundo as lutas anti-fraternais e as dissensões religiosas de todos os tempos. 

293 – As religiões que surgiram no mundo, antes do Cristo, tinham também por missão principal a preparação da mentalidade humana para a sua vinda?

Todas as ideias religiosas, que as criaturas humanas traziam consigo do pretérito milenário, destinavam-se a preparar o homem para receber e aceitar o Cordeiro de Deus, com a sua mensagem de amor perene e reforma espiritual definitiva.
O Cristianismo é a síntese, em simplicidade e luz, de todos os sistemas religiosos mais antigos, expressões fragmentárias das verdades sublimes trazidas ao mundo na palavra imorredoura de Jesus.
Os homens, contudo, não obstante todos os elementos de preparação, continuaram divididos e, e dentro das suas características de rebeldia, procrastinaram a sua edificação nas lições renovadoras do Evangelho. 

294 – Reconhecendo-se que várias seitas nasceram igualmente do Cristianismo, devemos considera-las cristãs, ou simples expressões religiosas insuladas da verdade de Jesus? 

Todas as expressões religiosas nascidas do Cristianismo se identificam pela seiva de amor do tronco que as congrega, apesar dos erros humanos de seus expositores. 
Os sacerdotes das mais diversas castas inventaram os manuais teológicos, os princípios dogmáticos e as fórmulas políticas; todavia, nenhum esforço humano conseguiu deslustrar a claridade divina do “amai-vos uns aos outros”, base imortal de todos os ensinos de Jesus, cuja luminosa essência identifica as castas entre si, em todas as posições e tarefas especializadas que lhes foram conferidas. 

LIVRO: O CONSOLADOR. FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL.
*Grifos do Blog.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Necessidade do Médium estudar, por Emmanuel


392. Pode contar um médium, de maneira absoluta, com os seus guias espirituais, dispensando os estudos? 

Os mentores de um médium, por mais dedicados e evoluídos, não lhe poderão tolher a vontade e nem lhe afastar o coração das lutas indispensáveis da vida, em cujos benefícios todos os homens resgatam o passado delituoso e obscuros, conquistando méritos novos. 

O médium tem obrigação de estudar muito, observar intensamente e trabalhar em todos os instantes pela sua própria iluminação. Somente desse modo poderá habilitar-se para o desempenho da tarefa que lhe foi confiada, cooperando eficazmente com os Espíritos sinceros e devotados ao bem e á verdade. 

Se um médium espera muito dos seus guias, é lícito que os seus mentores espirituais muito esperam do seu esforço. E como todo progresso humano, para ser continuado, não pode prescindir de suas bases já edificadas no espaço, sempre que possível, criando o hábito de conviver com o espírito luminoso e benefício dos instrutores da Humanidade, sob a égide de Jesus, sempre vivo no mundo, através dos seus livros e da sua exemplificação. 

O costume de tudo aguardar de um guia pode transformar-se em vício detestável, infirmando as possibilidades mais preciosas da alma. Chegando-se a esse desvirtuamento, atinge-se o declive das mistificações e das extravagâncias doutrinárias, tornando-se o médium preguiçoso e leviano responsável pelo desvio de sua tarefa sagrada.

DO LIVRO O CONSOLADOR, psicografado por FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL.
*Grifos do Blog.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Médiuns e Espíritos sujeitos a falhas, por Odilon Fernandes



– Sabemos das dificuldades que, infelizmente, nos impõem limites em nossos contatos com os homens. A mediunidade, em si, é faculdade ainda em estado de letargia em nosso psiquismo – trata-se de um sentido novo que, gradativamente, vem se desenvolvendo ao longo das existências sucessivas. Mas não é justamente este o aspecto que gostaria de abordar na oportunidade. O tempo fará o seu trabalho, preparando o psiquismo das criaturas para o Grande Porvir, quando, então, o homem utilizará com maior naturalidade os recursos da mente. A Evolução não retroage e, independente de crença religiosa ou o que o valha, a verdade é que os homens haverão de ser cada vez mais médiuns! Médiuns da inteligência fora do corpo, domiciliadas noutras dimensões, como médiuns da própria Vida, no sentido de senti-la e auscultá-la, em profundidade. Gostaria, em rápidas palavras, de falar sobre os entraves, naturais e provocados, que cercam o trabalho da mediunidade, suscitando inúmeros obstáculos quanto à sua autenticidade.
Os entraves naturais são oriundos de nossas imperfeições, espíritos encarnados e desencarnados. Quase ninguém, na análise deste ou daquele comunicado, leva em consideração que o médium e espírito são instrumentos falhos. A perfeição não nasce do que é imperfeito... Por este motivo, todo contato nosso com o Plano Material é caracterizado por pontos vulneráveis, ora decorrentes do médium como instrumento, ora ensejado por nós, de quem as pessoas, equivocadamente, esperam infalibilidade, pelo simples fato de nos encontrarmos desencarnados. Todos sabemos quanto prosseguimos sendo humanos, embora despojados do envoltório mais pesado que nos envolvia – a desencarnação, intrinsecamente, não nos faz diferentes do que somos. Os nossos companheiros no corpo de carne não fazem ideia do esforço que precisamos encetar, no sentido de corresponder às suas expectativas, não lhes frustrando as esperanças. A mentalização, na qual, em essência, todo comunicado mediúnico se baseia, não é fácil para nenhum de nós; e, a rigor, só temos o pensamento para nos fazer sentir como éramos e continuamos sendo... Estamos longe de superar os problemas afetos à sintonia! Quando não é o médium que não se nos apresenta em condições ideais, somos nós, que, deste Outro Lado, prosseguimos às voltas com problemas pessoais que nos dizem respeito. Muitos – talvez, a maioria – nos imaginam, nas regiões de Além-Túmulo, pairando acima de qualquer problema de ordem pessoal, como se a desencarnação nos santificasse. Esta, sem dúvida, é uma questão que necessita ser exaustivamente abordada por nós, para que os nossos irmãos encarnados saibam, de uma vez por todas, que o desenlace do corpo não nos promove à condição de espíritos isentos de lutas. Assim, com o corpo, pudéssemos deixar o homem-velho, para sempre, na sepultura!... Demos um único passo na direção da Luz, que continua a nos exortar a subir mais alto, a fim de que possamos alcançá-la. Não somos – e nós próprios precisamos nos convencer disto – os mentores que os nossos irmãos supõem que sejamos, apenas porque enviamos recados do Além para a Terra; assim como os médiuns não são criaturas diferenciadas, cumprindo tarefas missionárias, segundo a mística com que, equivocadamente, costumam se lhes envolver a figura... E, diga-se de passagem, com a anuência de muitos deles, que, em vez de interpretar a mediunidade como oportunidade de trabalho e resgate, a utilizam na satisfação do próprio ego. Muitos, infelizmente, chegam a fomentar ilusões a seu respeito, entregando-se à fascinação e ao delírio, para, depois, chegarem a este Outro Lado completamente arrependidos, na condição de espíritos enfermos, requisitando internação em hospitais semelhantes a este que nos abriga.

Odilon, com a sua vivência e perspicácia, estava, em minha opinião, tocando em uma das feridas mais expostas do Movimento Espírita.
– É injusto o que os homens esperam de nós... Não podemos colher o que não semeamos! Como exigir dos outros o que não se tem para dar? Recém-desencarnados, todos ainda nos submetemos ao Carma, e, como o nosso caro Dr. Inácio Ferreira costuma dizer, o montante de nossos débitos é tamanho que somos, concomitantemente, chamados a servir dos Dois Lados da Vida! Ele não está brincando quando efetua semelhante comentário. No mundo, quase ninguém pensa que temos as nossas atribuições por aqui e que precisamos, sim, nos desdobrar para atendê-las de maneira conveniente – o nosso tempo necessita render o dobro, pois, além das solicitações naturais de nosso novo habitat, não podemos nos desligar dos compromissos que nos vinculam à Doutrina, junto aos companheiros de Ideal que mourejam na carne. Concordam?

A pergunta do Instrutor encontrara o silêncio como resposta, na reflexão que a sua palavra nos induzia.

– As pessoas, de modo geral, espíritas e não-espíritas, carecem de saber da relatividade dos conceitos e opiniões que emitimos em nossos comunicados mediúnicos. Estamos distantes da Verdade Integral! Daí, meus irmãos, um problema grave que vem sendo gerado no intercâmbio – problema do qual não podemos fugir, sob pena de sérios prejuízos para a Doutrina. Os espíritos e médiuns deveriam, em suas obras ou em suas atividades, por mais insignificantes, deixar claro que o seu labor é de principiantes, sujeito a equívocos e, portanto, a revisões.

Fez nova pousa e prosseguiu:
– Eu me recordo de que o grande Chico Xavier se valia de uma borracha, sem o menor escrúpulo, para corrigir este ou aquele pequeno descuido de filtragem... Sem, repito, nenhum escrúpulo, solicitava à auxiliar mais próxima que lhe passasse uma borracha, para, por exemplo, sanar uma falha ocorrida durante a transmissão da mensagem. Não, mas os médiuns comuns não querem errar! Ora, na condição de antena ultra-sensível, o medianeiro está sujeito a interferências, mormente quando se encontra atuando, publicamente. Mas coitado do médium que for, por exemplo, surpreendido em um erro de filtragem, perfeitamente aceitável e compreensível! Os espíritas serão os primeiros a execrá-lo, porque se criou, em torno da mediunidade, algo irreal, fruto da ignorância e da falta de estudo das leis que regem o intercâmbio (...).

DO LIVRO REENCARNAÇÃO NO MUNDO ESPIRITUAL, psicografado por CARLOS A. BACCELLI/INÁCIO FERREIRA. Cap. 06.
*Grifos do Blog.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

O que temos pedido aos Espíritos?, por Eloy Augusto



Diariamente as pessoas buscam os centros espíritas e terreiros de umbanda em busca de algo que, muitas vezes, não sabem o que é... São levados em busca da paz de espírito (algo que é tirado delas por causa dos problemas comuns do cotidiano, problemas de saúde, psicológicos ou familiares) ou pela mera curiosidade mesmo, porque como se costuma dizer por aí “um passe não faz mal a ninguém”.
Mas não pretendo tratar nesse texto sobre os “papa-passes”, as pessoas que são “viciadas” em tomar passes...
Quero refletir sobre expectativas e sobre os pedidos frívolos que costumam ser pedido aos espíritos, principalmente na Umbanda.
Com certeza que no Espiritismo essas coisas também acontecem – de uma forma mais velada, nas preces silenciosas...
Como disse dona Maria Mulambo através de uma mensagem que psicografei, “tem muita gente que corre gira em busca do milagre que está dentro de si mesmos”, ou seja, não querem saber de reforma íntima, de serem os autores da própria história e ainda querem terceirizar a responsabilidade de melhorar suas vidas, querem que os outros (no caso, os Espíritos) resolvam para eles o que não são capazes (ou não se sentem capazes) de resolver...
Será que teríamos a coragem de pedir ou de perguntar para alguém encarnado o mesmo que solicitamos a um Espírito?
Essa pergunta é um medidor para ver se não estamos agindo de forma frívola, ridícula, ante as coisas espirituais, imortais...
De que forma estamos tratando a nossa Fé?
Ainda pecamos muito nessas expectativas infantis e eu me incluo integralmente nisso.
A Igreja Católica e a “Teologia da Prosperidade” dos evangélicos apenas aguçam a infantilidade humana, um sistema de troca que não modifica o encarnado, sempre preso à baixa devoção e promessas, como se o Sagrado existisse para atender ao profano...
Tem muita gente que não sabe que Religião provém do latim Religare, ou seja, “religar o homem a Deus”, elevar a sua consciência, transcender a sua essência, modifica-lo para ser alguém melhor...
O egoísmo fala alto! E como somos egoístas!
Com isso não quero dizer que os Espíritos não influenciem na matéria ou em nós...

459. Os Espíritos influem sobre os nossos pensamentos e as nossas ações? — Nesse sentido a sua influência é maior do que supondes, porque  muito frequentemente são eles que vos dirigem. (O Livro dos Espíritos, Allan Kardec).

Com toda certeza que os Espíritos (de forma benéfica ou maléfica) influenciam na matéria através do poder do seu pensamento a atuar sobre a mente dos encarnados, muitas vezes criando, em conjunto, as condições necessárias para a obtenção de um emprego, de um novo amor, dentre outras coisas...
Nada foge, porém, da administração de Deus e tudo o que ocorre é por Sua vontade, mas essa influência dos Espíritos tem um limite e o homem encarnado é dotado do livre-arbítrio nas suas escolhas.
Infelizmente muitos ainda buscam os terreiros umbandistas a procura de um milagre que os torne isentos do mínimo esforço, como se fosse um balcão de pedidos, agência de empregos ou namoros, mas não se esforçam por serem melhores profissionais ou se capacitar; querem que o amor de suas vidas, que seus príncipes ou princesas batam às suas portas, mas não se mostram pessoas alegres, interessantes ou sequer cuidam da sua aparência...
Outros pedem por saúde, mas não cuidam da mesma, ignorando os cuidados do peso, do tratamento médico adequado, das atividades físicas...
Isso, realmente, dificulta bastante a obtenção do que se pede!
Não que os Guias Espirituais tenham alguma obrigação de atender nossos pedidos mesquinhos (ainda mais como esses), porque, em absoluto, não tem! E se o fazem é por misericórdia, porque nos amam e nos querem felizes – o que não significa compactuar com nossos erros ou aceitar nossos desvios de conduta...
Muitos são os que buscam por “adivinhações e predições” quando em frente ao Guia manifestado por um médium, normalmente saindo decepcionados ao receberem orientações morais... “O Guia é fraco!”, “a casa é fraca!”, “o médium não estava firme!” – costumam exclamar... E por aí vai... Ignoram a essência da mensagem por não lhes atender os anseios pequenos...
Fico a questionar: o que a pessoa esperava?
Se estão dentro de um templo religioso, naturalmente, receberão da Espiritualidade a orientação para se tornarem indivíduos melhores, para modificarem suas más condutas (internas e externas), para se melhorarem como seres humanos...
E se há templos e médiuns ditos “de Umbanda” que não fazem isso, que tem conduta diferente, então estão distantes de entender o que é a Umbanda, seus fundamentos e a sua essência...
O que temos pedido aos Espíritos? O que esperamos da atuação espiritual?
Fica o questionamento e a reflexão...

Eloy Augusto.
SP. 11/06/18.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Estrela, por Pai João de Aruanda


Que é isso, meu filho?

Você foi feito para brilhar... Por  que, então, tanta vergonha assim em se expor? Por que tanta baixa­-estima? Acorde para a vida e entregue­-se às correntezas
do amor. Foi Jesus quem disse que somos deuses, somos luzes. Mas a luz deve ser colocada bem alto, a fim de iluminar toda a casa. Portanto, brilhe, ilumine, apareça. 

Se você pretende passar-­se por  humilde, e desse modo deseja ficar escondido, os outros ainda assim falarão de você: dirão que é covarde. Só os covardes se escondem, murcham e se inibem diante da vida. Se quer permanecer apagado, e desse modo resolve ficar somente dentro de casa, dirão que é preguiçoso... 

Por isso, meu filho, não se acanhe em se mostrar, em aparecer, em ser uma candeia em cima do alqueire, como afirma a parábola. “Vós sois o sal da Terra” —  disse Nosso Senhor. E, pelo que sei, é impossível que o sal passe despercebido. Jesus mesmo assinalava esse fato: “Se o sal for insípido, como haverá de salgar a
massa?”.

O destino de todos é brilhar no bem, realçar o lado bom, é mostrar­-se otimista e alto­astral, como se diz hoje em dia. O pessimismo, a depressão  e a tristeza são estados alterados de humor e também representam doenças da alma. 

Levante a cabeça, cresça, apareça e sorria para a vida. Você é um representante de Jesus, um embaixador das estrelas. Não há como seguir Jesus e permanecer escondido com conceitos falsos de humildade. Seguir o bem ou seguir Jesus significa expor­-se, aparecer, ser diferente ou apresentar um diferencial, que se
chama qualidade. 

Não se deixe abater. Você foi feito para ser  feliz e, como uma flor, perfumar, ser belo, feliz e contribuir para que o mundo seja muito melhor.

Levante­-se e tome posse da felicidade. 

Se qualquer um disser que você quer aparecer ou  que está desejando ser estrela, admita que é isso mesmo. Se alguém não deseja crescer, aparecer ou expor o seu lado bom e ser uma estrela no palco da vida, então encontra-se doente. Precisa urgentemente de terapia da terapia de autoamor e autovalorização do Evangelho. 

Continue você a brilhar e ilumine a noite do mundo com a luz que deve irradiar de você mesmo. 

“Vós sois o sal da Terra, vós sois a luz do mundo”. Isso  é a mais pura verdade e não foi nego­-velho quem falou, foi Jesus, Nosso Senhor.

Caminhando devagar, preto­-velho vai adiante. 
Não detenha os passos, filho, pai­-velho diz: Avante! 
O caminho está difícil? Ação ou tempestade? 
Permaneça no caminho, até que surja claridade.

DO LIVRO SABEDORIA DE PRETO VELHO, PAI JOÃO DE ARUANDA/ROBSON PINHEIRO.
EDITORA CASA DOS ESPÍRITOS.