quinta-feira, 24 de maio de 2018

Médium na Umbanda ou no Espiritismo? Por Pai João de Angola


E uma fia falava a nego: "Pai João, eu frequento o centro espírita mas também frequento a Umbanda. Gosto da Umbanda, mas lá tem coisas com as quais não concordo. Não consigo me decidir em qual vou trabalhar mediunicamente...".

Na dúvida, muzanfia, faça a opção pelo amor até encontrar o seu caminho.

Seja médium da brandura ante aqueles que se equivocam.

Seja médium da tolerância para aqueles que tombam no excesso.

Seja médium da paciência para aqueles tantos que não conseguem atender-lhe as expectativas.

Mediunidade é luz que vem de dentro e espalha seu clarão por meio de ações e palavras, de pensamentos e sentimentos.

Pouco importa onde a fia estiver, pois o amor não tem tempo.

Antes de decidir, ame.

Quando decidir, ame também.

Depois de decidir, ame ainda mais.

O amor deve estar sempre em expansão.

Sem amor, nossa capacidade de decidir fica comprometida pelas imperfeições que ainda carregamos.

"Nem todo o que me diz: Senhor! Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus" (Mateus 7:21)

Jesus não diferencia Umbanda, Espiritismo, Catolicismo ou Religião Evangélica. Para Ele, são apenas salas de aula, na universidade da vida, que tem como único propósito lecionar as preciosas lições que vão nos libertar perante a própria consciência.

Não é a religião que torna o homem feliz, mas sim o amor, a vida em sintonia com o bem. Religião é o caminho. Ser melhor é a meta.

LIVRO: FALA, PRETO VELHO!, Cap. 5, psicografado por Wanderley Oliveira/Pai João de Angola. 

sexta-feira, 18 de maio de 2018

A Nova Era

                9 – Deus é único, e Moisés o Espírito que Deus enviou com a missão de fazê-lo conhecer, não somente pelos hebreus, mas também pelos povos pagãos. O povo hebreu foi o instrumento de que Deus se serviu para fazer sua revelação, através de Moisés e dos Profetas, e as vicissitudes da vida desse povo foram feitas para chocar os homens e arrancar-lhes dos olhos o véu que lhes ocultava a divindade.
                Os mandamentos de Deus, dados por Moisés, trazem o germe da mais ampla moral cristã. Os comentários da Bíblia reduziam-lhes o sentido, porque, postos em ação em toda a sua pureza, não seriam então compreendidos. Mas os Dez Mandamentos de Deus nem por isso deixaram de ser o brilhante frontispício da obra, como um farol que devia iluminar para a humanidade o caminho a percorrer.
                A moral ensinada por Moisés era apropriada ao estado de adiantamento em que se encontravam os povos chamados à regeneração. E esses povos, semi-selvagens quanto ao aperfeiçoamento espiritual, não teriam compreendido a adoração de Deus sem os holocaustos ou sacrifícios, nem que se pudesse perdoar a um inimigo. Sua inteligência, notável no tocante às coisas materiais, e mesmo em relação às artes e às ciências, estava muito atrasada em moralidade, e eles não se submeteriam ao domínio de uma religião inteiramente espiritual. Necessitavam de uma representação semimaterial, como a que então lhes oferecia a religião hebraica. Os sacrifícios, pois, lhes falavam aos sentidos, enquanto a ideia de Deus lhes falava ao espírito.
                O Cristo foi o iniciador da mais pura moral, a mais sublime: a moral evangélica, cristã, que deve renovar o mundo, aproximar os homens e torná-los fraternos; que deve fazer jorrar de todos os corações humanos a caridade e o amor do próximo, e criar entre todos os homens uma solidariedade comum. Uma moral, enfim, que deve transformar a Terra, fazê-la morada de Espíritos superiores aos que hoje a habitam. É a lei do progresso, a que a natureza está sujeita, que se cumpre, e o Espiritismo é a alavanca de que Deus se serve para elevar a humanidade.
                São chegados os tempos em que as idéias morais devem desenvolver-se, para que se realizem os progressos que estão nos desígnios de Deus. Elas devem seguir o mesmo roteiro que as idéias de liberdade seguiram, como suas precursoras. Mas não se pense que esse desenvolvimento se fará sem lutas. Não, porque elas necessitam, para chegar ao amadurecimento, de agitações e discussões, a fim de atraírem a atenção das massas. Uma vez despertada a atenção, a beleza e a santidade da moral tocarão os Espíritos, e eles se dedicarão a uma ciência que lhes traz a chave da vida futura e lhes abre a porta da felicidade eterna. Foi Moisés quem abriu o caminho; Jesus continuou a obra; o Espiritismo a concluirá.
UM ESPÍRITO ISRAELITA
Mulhouse, 1861.
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, CAP. 1, INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS. ALLAN KARDEC.
*Grifos do Blog.

Espiritismo - Aliança da Ciência com a Religião

                


                A Ciência e a Religião são as duas alavancas da inteligência humana. Uma revela as leis do mundo material, e a outra as leis do mundo moral. Mas aquelas e estas leis, tendo o mesmo princípio, que é Deus, não podem contradizer-se. Se umas forem à negação das outras, umas estarão necessariamente erradas e as outras certas, porque Deus não pode querer destruir a sua própria obra. A incompatibilidade, que se acredita existir entre essas duas ordens de idéias, provém de uma falha de observação, e do excesso de exclusivismo de uma e de outra parte. Disso resulta um conflito, que originou a incredulidade e a intolerância.
                São chegados os tempos em que os ensinamentos do Cristo devem receber o seu complemento; em que o véu lançado intencionalmente sobre algumas partes dos ensinos deve ser levantado, em que a Ciência, deixando de ser exclusivamente materialista, deve levar em conta o elemento espiritual; e em que a Religião, deixando de desconhecer as leis orgânicas e imutáveis, essas duas forças, apoiando-se mutuamente e marchando juntas, sirvam uma de apoio para a outra. Então a Religião, não mais desmentida pela Ciência, adquira uma potência indestrutível, porque estará de acordo com a razão e não se lhe poderá opor a lógica irresistível dos fatos.
                A Ciência e a Religião não puderam entender-se até agora, porque, encarando cada uma as coisas do seu ponto de vista exclusivo, repeliam-se mutuamente. Era necessária alguma coisa para preencher o espaço que as separava, um traço de união que as ligasse. Esse traço está no conhecimento das leis que regem o mundo espiritual e suas relações com o mundo corporal, leis tão imutáveis como as que regulam o movimento dos astros e a existência dos seres. Uma vez constatadas pela experiência essas relações, uma nova luz se fez: a fé se dirigiu à razão, esta nada encontrou de ilógico na fé, e o materialismo foi vencido.
                Mas nisto, como em tudo, há os que ficam retardados, até que sejam arrastados pelo movimento geral, que os esmagará, se quiserem resistir em vez de se entregarem. É toda uma revolução moral que se realiza neste momento, sob a ação dos Espíritos. Depois de elaborada durante mais de dezoito séculos, ela chega ao momento de eclosão, e marcará uma nova era da humanidade. São fáceis de prever as suas conseqüências: ela deve produzir inevitáveis modificações nas relações sociais, contra o que ninguém poderá opor-se, porque elas estão nos desígnios de Deus e são o resultado da lei do progresso, que é uma lei de Deus.
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, CAP. 1. ALLAN KARDEC.
*Grifos do Blog.

O Cristo e o Espiritismo


CRISTO

                Jesus não veio destruir a lei, o que quer dizer: a lei de Deus. Ele veio cumpri-la, ou seja: desenvolvê-la, dar-lhe o seu verdadeiro sentido e apropriá-la ao grau de adiantamento dos homens. Eis porque encontramos nessa lei o princípio dos deveres para com Deus e para com o próximo, que constitui a base de sua doutrina. Quanto às leis de Moisés propriamente ditas, ele, pelo contrário, as modificou profundamente, no fundo e na forma. Combateu constantemente o abuso das práticas exteriores e as falsas interpretações, e não podia fazê-las passar por uma reforma mais radical do que as reduzindo a estas palavras: “Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo”, e ao acrescentar: “Esta é toda a lei e os profetas”.

                Por estas palavras: “O céu e a terra não passarão, enquanto não se cumprir até o último jota”, Jesus quis dizer que era necessário que a lei de Deus fosse cumprida, ou seja, que fosse praticada sobre toda a terra, em toda a sua pureza, com todos os seus desenvolvimentos e todas as suas conseqüências. Pois de que serviria estabelecer essa lei, se ela tivesse de ficar como privilégio de alguns homens ou mesmo de um só povo? Todos os homens, sendo filhos de Deus, são, sem distinções, objetos da mesma solicitude.

               Mas o papel de Jesus não foi simplesmente o de um legislador moralista, sem outra autoridade que a sua palavra. Ele veio cumprir as profecias que haviam anunciado o seu advento. Sua autoridade decorria da natureza excepcional do seu Espírito e da natureza divina da sua missão. Ele veio ensinar aos homens que a verdadeira vida não está na Terra, mas no Reino dos Céus, ensinar-lhes o caminho que os conduz até lá, os meios de se reconciliarem com Deus, e os advertir sobre a marcha das coisas futuras, para o cumprimento dos destinos humanos. Não obstante, ele não disse tudo, e sobre muitos pontos limitou-se a lançar o germe de verdades que ele mesmo declarou não poderem ser então compreendidas. Falou de tudo, mas em termos mais ou menos claros, de maneira que, para entender o sentido oculto de certas palavras, era preciso que novas idéias e novos conhecimentos viessem dar-nos a chave. Essas idéias não podiam surgir antes de um certo grau de amadurecimento do espírito humano. A ciência devia contribuir poderosamente para o aparecimento e o desenvolvimento dessas idéias. Era preciso, pois, dar tempo à ciência para progredir.

O ESPIRITISMO

                O Espiritismo é a nova ciência que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e suas relações com o mundo material. Ele nos mostra esse mundo, não mais como sobrenatural, mas, pelo contrário, como uma das forças vivas e incessantemente atuantes da natureza, como a fonte de uma infinidade de fenômenos até então incompreendidos, e por essa razão rejeitados para o domínio do fantástico e do maravilhoso. É a essas relações que o Cristo se refere em muitas circunstâncias, e é por isso que muitas coisas que ele disse ficaram ininteligíveis ou foram falsamente interpretadas. O Espiritismo é a chave que nos ajuda a tudo explicar com facilidade.

                A lei do Antigo Testamento está personificada em Moisés, a do Novo Testamento, no Cristo. O Espiritismo é a terceira revelação da lei de Deus. Mas não está personificado em ninguém, porque ele é o produto do ensinamento dado, não por um homem, mas pelos Espíritos, que são as vozes do céu, em todas as partes da Terra e por inumerável multidão de intermediários. Trata-se, de qualquer maneira, de uns seres  coletivos, compreendendo o conjunto dos seres do mundo espiritual, cada qual trazendo aos homens o tributo de suas luzes, para fazê-los conhecer esse mundo e a sorte que nele os espera.

                Da mesma maneira que disse o Cristo: “Eu não venho destruir a lei, mas dar-lhe cumprimento”. Também diz o Espiritismo: “Eu não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe cumprimento”. Ele nada ensina contrário ao ensinamento do Cristo, mas o desenvolve, completa e explica, em termos claros para todos, o que foi dito sob forma alegórica. Ele vem cumprir, na época predita, o que o Cristo anunciou, e preparar o cumprimento das coisas futuras. Ele é, portanto, obra do Cristo, que o preside, assim como preside ao que igualmente anunciou: a regeneração que se opera e que prepara o Reino de Deus sobre a Terra.

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, CAP. 1 - NÃO VIM DESTRUIR A LEI. ALLAN KARDEC.

*Grifos do Blog.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Definição de Magia por Matta e Silva


Diz Papus, em seu Tratado Elementar de Magia Prática que: “Para ser mágico não é bastante saber teoricamente, não é suficiente ter manuseado este ou aquele tratado; é mister desenvolver um esforço próprio, pois que é dirigido freqüentemente cavalos cada vez mais fogosos que um cocheiro pode tornar-se perito no ofício”...

E prossegue: “O que distingue a Magia da ciência oculta em geral é que a primeira é uma ciência prática, ao passo que a segunda é principalmente teórica” etc...

“A Magia, sendo uma ciência prática, requer conhecimentos teóricos preliminares, como todas as ciências práticas. Entretanto pode-se ser mecânico depois de ter passado pela Escola de Artes e Ofício (engenheiro mecânico), ou mecânico depois de simples aprendizagem (operário-mecânico). Há mesmo em certos lugarejos operários em magia que produzem alguns fenômenos curiosos e realizam certas curas, porque eles aprenderam a fazê-las vendo como eram feitas por quem lhes ensinou. São chamados geralmente de ‘feiticeiros’ e, com franqueza, são injustamente temidos” ...

Então, diz logo a seguir que, sendo a Magia prática, é uma ciência de aplicação e que um dos elementos básicos a ser usado pelo operador deve ser em primeiro lugar a sua vontade; ela é que é o principio diretor, o cocheiro que conduz todo o sistema. E logo interroga: “Mas em que vai ser aplicada essa vontade? Sobre a matéria, nunca”.

E deixa bem claro que essa vontade deve ser dirigida sobre o plano astral através de um intermediário... “o qual por sua vez vai reagir sobre a matéria”... E continua adiantando mais o seguinte: “antigamente podia-se definir a Magia como a aplicação da vontade às forças da natureza”... Hoje, porém, essa definição é muito vaga e não corresponde à ideia que um ocultista deve fazer da Magia Prática.

E é fora de dúvidas que são forças da natureza que o operador põe em ação sob o influxo de sua vontade. Porém, que forças são essas?”... 

E para não nos estendermos mais com o pensamento de Papus, citemos como final a sua definição de magia: “A Magia é a aplicação da vontade humana, dinamizada, à evolução rápida das forças vivas da natureza”...

(...) A Magia não tem como base (como pregam certos ocultistas) a força dos astros ou a chamada astrologia esotérica. A Magia é em realidade uma ação poderosa do fluido-matriz que se infiltra em tudo, através dos tatwas ou linhas de força, esses mesmos que dão formação aos citados planetas ou astros. Para sermos mais claros, a Magia é precisamente esse fluido-matriz magnético, que promove a ação dessas outras forças tidas como de atração, repulsão e coesão. Portanto, está quer na natureza íntima de um simples átomo, quer na natureza complexa de um grande corpo celeste...

Assim, a Magia é a única força básica de que o espírito se serve para imantar, atrair, fixar sobre si mesmo os elementos próprios da “natura naturandis”, assim como as infinitesimais partículas de energia universal, que, por via da ação (desconhecida) mágica desse fluido-matriz magnético, se transformam em átomos físicos propriamente ditos... É ainda em conseqüência dessa imantação que o espírito procede sobre si (na maioria dos casos auxiliados pelos chamados técnicos siderais) que surgem os ditos como corpo mental, corpo astral e daí as condições para o próprio corpo físico ou humano...

Esse fluido-matriz magnético – essa magia – o espírito sempre o teve como próprio de sua natureza vibratória, como uma mercê conferida pelo Poder Supremo, desde o momento em que ele desejou a VIA KARMICA que depende de energia ou de matéria...

DO LIVRO: SEGREDOS DA MAGIA DE UMBANDA E QUIMBANDA. W. W. Da Matta e Silva.

*Grifos do Blog.

terça-feira, 15 de maio de 2018

19/05 Rito de Harmonização com os Caboclos

DIA 19/05 ÀS 18:30 - RITO DE HARMONIZAÇÃO COM OS CABOCLOS E CABOCLAS DE OXALÁ E IEMANJÁ

Somos um Templo de Umbanda que segue as diretrizes do Mestre Yapacany (W. W. Da Matta e Silva) comprometido com Deus, com Jesus e com a Caridade.
Esse trabalho é voltado para a Harmonização das nossas Energias com os Espíritos que, na Umbanda, utilizam a roupagem astral de Caboclos e Caboclas.

END.: R. CAPITÃO LORENA, 98. VILA INVERNADA, SP.

No Metrô Tatuapé pegue o ônibus Vila Guarani (3046-10) e peça para descer no ponto da Praça da Vila Invernada (São Luís do Curu). No Metrô Belém o ônibus Sapopemba (574R) também passa em frente ao Templo, sendo possível descer na Praça.

Nossa pág. é: https://www.facebook.com/casadoseteflechas/

ARRECADAMOS ROUPAS E ALIMENTOS para auxiliar a CASA DO BETINHO (lar espírita que abriga crianças com deficiências físicas e mentais);

REALIZAREMOS A FEIJOADA EM HOMENAGEM A OGUM no dia 03/06. Já estamos vendendo os ingressos.

Sejam todos bem vindos e abençoados por Oxalá! 😉

sábado, 12 de maio de 2018

A Cortina do Eu


"Porque todos buscam o que é seu e não o que é do Cristo Jesus." 
- Paulo. (Filipenses, 2 :21).

Em verdade, estudamos com o Cristo a ciência divina de ligação com
o Pai, mas ainda nos achamos muito distantes da genuína comunhão
com os interesses divinos.
Por trás da cortina do "eu", conservamos lamentável cegueira diante da vida.
Examinemos imparcialmente as atitudes que nos são peculiares nos
próprios serviços do bem, de que somos cooperadores iniciantes, 
e observaremos que, mesmo aí, em assuntos da virtude, a nossa
percentagem de capricho individual é invariavelmente enorme.
A antiga lenda de Narciso permanece viva, em nossos mínimos
gestos, em maior ou menor porção.
Em tudo e em toda parte, apaixonamo-nos pela nossa própria imagem.
Nos seres mais queridos, habitualmente amamos a nós mesmos,
porque, se demonstram pontos de vista diferentes dos nossos, ainda
mesmo quando superiores aos princípios que esposamos,
instintivamente enfraquecemos a afeição que lhes consagrávamos.
Nas obras do bem a que nos devotamos, estimamos, acima de tudo,
os métodos e processos que se exteriorizam do nosso modo de ser e
de entender, porquanto, se o serviço evolui ou se aperfeiçoa,
refletindo o pensamento de outras personalidades acima da nossa,
operamos, quase sem perceber, a diminuição do nosso interesse para
com os trabalhos iniciados.
Aceitamos a colaboração alheia, mas sentimos dificuldade para
oferecer o concurso que nos compete.
Se nos achamos em posição superior, doamos com alegria uma
fortuna ao irmão necessitado que segue conosco em condição de
subalternidade, a fim de contemplarmos com volúpia as nossas
qualidades nobres no reconhecimento de longo curso a que se sente
constrangido, mas raramente concedemos um sorriso de boa-vontade
ao companheiro mais abastado ou mais forte, posto pelos Desígnios
Divinos à nossa frente.
Em todos os passos da luta humana, encontramos a virtude rodeada
de vícios e o conhecimento dignificante quase sufocado pelos
espinhos da ignorância, porque, infelizmente, cada um de nós, 
de modo geral, vive à procura do "eu mesmo".
Entretanto, graças à Bondade de Deus, o sofrimento e a morte nos
surpreendem, na experiência do corpo e além dela, arrebatando-nos
aos vastos continentes da meditação e da humildade, onde
aprenderemos, pouco a pouco, a buscar o que pertence a Jesus Cristo,
em favor da nossa verdadeira felicidade, dentro da glória de viver.

Emmanuel
psicografia de Chico Xavier,
livro Fonte Viva, 101 - A Cortina do Eu.