terça-feira, 3 de abril de 2018

Defumação



PERGUNTA: - A defumação feita pela queima de ervas odorantes afasta os maus fluidos, ou trata-se apenas de crendice?

RAMATÍS: - Antigamente era crendice colocar prego enferrujado no vinho para reconstituir o sangue, mas, hoje, a farmacologia moderna prepara qualquer medicação contra a anemia, acrescentando-lhe “citrato de ferro”, ou seja, algo de prego enferrujado! No futuro, a Botânica também demonstrará, cientificamente, que durante a queima de ervas odorantes desprendem-se energias ocultas, potencializadas no éter vegetal e que podem afastar os maus fluidos do ambiente onde atuam.
Sem dúvida, seria absurdo alguém mobilizar fumaça de ervas, para limpar paredes, abrir janelas ou descascar batatas. Mas não é insensato a fumaça afastar, dispersar fluidos nocivos, obediente à mesma lei de correspondência vibratória, que permite ao homem-matéria acomodar-se numa cadeira material, e o espírito desencarnado sentar o seu corpo astral numa cadeira confeccionada de substância astralina.

PERGUNTA: - Como poderíamos ter uma ideia melhor do efeito energético da defumação atuando simultaneamente no plano astral e etérico?

RAMATÍS: - Desde o instante em que as ervas principiam a germinar no seio da terra até o momento em que são colhidas, elas extraem do solo toda a sorte de minerais, vitaminas, proteínas, sais químicos e umidade, além de imantadas pelos raios solares, eflúvios elétricos e magnéticos provindos da própria Lua, além de impregnados do ectoplasma terráqueo, supercarregadas de éter-físico, prana e da energia vigorosa que é o fogo “kundalíneo”.
Algumas plantas são fontes prodigiosas de utilidades benfeitoras à humanidade, já na sua contextura física, como é a carnaubeira, vegetal da família das palmáceas. O homem pode extrair dela: açúcar, sal, álcool, ração para o gado, madeira para habitação, combustível para iluminar, resina para cola, medicamento para sífilis, úlceras, erupções e reumatismo. São mais de 40 utilidades já catalogadas nessa planta maravilhosa, cujo poder e serventia, considerado apenas no campo físico, ainda prolongam-se pelo mundo etéreo-astralino, num campo de forças incomuns!
Enfim, todo o potencial que se elabora no seio da planta, durante os meses de sua vivência no solo seivoso da terra, depois é liberto em alguns minutos da defumação, projetando em torno um potencial de forças, que, além de sua manifestação propriamente física, ainda desagregam miasmas e bacilos astralinos disseminados no ambiente humano. A queima de ervas defumadoras também obedece a uma determinada disciplina mental ou concentração, atraindo a cooperação de espíritos de pretos-velhos, caboclos e bugres, simpáticos a tal processo tradicional de defesa psíquica, os quais ajudam a amenizar na limpeza das pessoas enfeitiçadas.
Considerando que a matéria é energia condensada em “descida” vibratória do mundo oculto, a defumação representa uma operação inversa ou liberação de energias, as quais passam a repercutir novamente nos planos etéricos e astralinos de onde se originaram. O perfume, ou a exalação natural das plantas, também age na emotividade e na mente do ser, pois o seu odor associa ideias e reminiscências místicas, conforme acontecia nos templos iniciáticos do Egito, da Grécia, Índia e Caldéia. A defumação composta de incenso, sândalo e mirra, tão tradicional e estimulante para o espírito, que produzia uma condição receptiva e inspirativa simultaneamente nos planos físico, astral e etéreo, ainda hoje é uma espécie de bálsamo espiritual, quando feita nos templos católicos.

(do livro MAGIA DE REDENÇÃO. ESPÍRITO RAMATÍS, psicografado em 1967 por Hercílio Maes. Ed. Do Conhecimento). 

Magia do Som dos Caboclos


PERGUNTA: - É possível falar-nos sobre a magia das cantigas e sonoridades dos caboclos da umbanda, descendente do magismo tribal mais antigo do planeta?

RAMATÍS: - Os homens afoitos e zelosos das purezas doutrinárias criticam os caboclos da umbanda quando assoviam, cantam, assopram e chilreiam como pássaros, baforando o charuto. A estreiteza de opinião oriunda do desconhecimento, aliado ao preconceito, favorece as “superioridades” doutrinárias e as interpretações sectárias.

Os fundamentos dos mantras e seus efeitos curativos (vocalização de palavras mágicas) fazem parte dos ritmos cósmicos desde os primórdios de vossa civilização. Os vocábulos pronunciados, acompanhados do sopro e das baforadas, movimentam partículas e moléculas do éter circundante do consulente, impactam os corpos astral e etérico, expandindo a aura e realizando a desagregação de fluidos densos, miasmas, placas, vibriões e outras negatividades.

Assim como as muralhas de Jericó tombaram ao som das trombetas de Josué, os cânticos, tambores e chocalhos dos caboclos desintegram poderosos campos de força magnetizados no Astral, bem como o som do diapasão faz evaporar a água. Os infra e ultrassons do Logos, o Verbo sagrado, deram origem ao Universo e compõem a tríade divina: som, luz e movimento. Como o macrocosmo está no microcosmo, e vice-versa, se pronunciardes determinadas palavras contra um objeto ou ponto focal no Espaço, mentalizando a ação que esse som simboliza, será potencializada a intenção pelo mediunismo do caboclo manifestado no médium, e energias correspondentes serão movimentadas. Ao mesmo tempo, cada chacra é uma antena viva dessas vibrações que repercutirão nas glândulas e nos órgãos fisiológicos, alterando os núcleos mórbidos que causam as doenças, advindo as “notáveis” curas praticadas na umbanda.

É comum religiosos e exímios expositores de outras doutrinas acorrerem a ela, sorrateiramente, às escondidas, com os filhos ou eles mesmos adoentados, ditos incuráveis pela medicina materialista, tendo sua saúde reinstalada, para depois nunca mais adentrarem um terreiro. A todos o manto da caridade dá alento, sem distinguir a fé fragmentada de cada um.

(A MISSÃO DA UMBANDA. RAMATÍS/NORBERTO PEIXOTO. EDITORA DO CONHECIMENTO). 

Uso de Atabaques na Umbanda

PERGUNTA: - Quanto ao som de tambores e atabaques associado aos pontos cantados, adotado em algumas casas com o nome de curimba e combatido com veemência em outras, quem está com a razão?

RAMATÍS: - Em tudo há de se ter fundamento. Existem terreiros que tocam atabaques ensurdecedores e acabam sem elevar nenhum princípio mágico do som, como forma simplesmente de alimentar um animismo descontrolado. Há outros que atacam raivosamente a utilização da curimba (grupo responsável pelos toques dos instrumentos de percussão), mas não apresentam esclarecimento para justificar essas atitudes.

Um procedimento não deve necessariamente excluir o outro. A função dos pontos cantados é demarcar as diversas etapas ritualísticas: defumação, abertura da sessão, saudação do congá, chamada das linhas, entre outras. Ele pode perfeitamente ser adotado sem apoio da curimba. Por outro lado, existem acordes específicos, muito utilizados nas batidas de tambores nas culturas afro-indígenas e xamânicas, que podem ser utilizados como apoio à concentração dos médiuns e para alguns trabalhos no Astral, muito diferentes das batidas ensurdecedoras, parecidas com batucada de carnaval retumbante, atingindo até as altas horas da madrugada, que só enfraquecem a contextura psíquica dos médiuns.


A verdade é que existem espíritos no Astral especialistas em sons que agem como sinalizadores para as enormes falanges que não se manifestam através de médiuns nas sessões de caridade. Nas situações socorristas e de embates vibratórios no Astral inferior, elas são orientadas, recebendo as tarefas mais rudimentares, por meio de sons similares aos vossos instrumentos de percussão. É uma forma inteligente de organizar a movimentação de centenas ou até de milhares de entidades das várias linhas que trabalham juntas, e ao mesmo tempo. Do contrário, seria instalada a desordem, uma vez que o momento de os espíritos de Oxóssi atuarem não é o mesmo que os de Ogum, que, por sua vez, diferem dos das irmãs de Yemanjá, e assim sucessivamente. Dessa forma, cada agrupamento espiritual por linha vibratória (Orixá) tem tarefas magísticas específicas que necessitam de disciplina e ordem, e nem todos os espíritos estão preparados para receber comandos meramente pela mente, pelos pensamentos. Precisam de apoio sonoro, luminoso e de formas geométricas que fundamentem as ordens de trabalho outorgadas pelo movimento umbandista. É o que podeis chamar de lei de pemba: cada traçado de um ponto riscado em sua repercussão etéreo-astral produz um campo de força magnético com som, luz e um grafismo peculiar, que, por sua vez, são comunicados para grande número de espíritos por acordes sonoros.

(LIVRO A MISSÃO DA UMBANDA. RAMATÍS/NORBERTO PEIXOTO. ED. DO CONHECIMENTO)
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segunda-feira, 2 de abril de 2018

A Magia e os Elementais - 2


“Na cultura religiosa do passado e do presente encontraremos esses seres sob a denominação de devas, elementais, fadas, gênios, silfos, elfos, djins, faunos... A senhora Helena Blavatsky fez uma exaustiva pesquisa a tal respeito e os classificou largamente. Os cabalistas também classificaram os elementais mais evoluídos, encarregados do Ar, da Terra, do Fogo e da Água, respectivamente, Gnomos, Sílfides, Salamandras e Ondinas... (...)


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Helena Blavatsky
“Não atribuindo a esses seres um critério excepcional na ordem da Criação, sabemos que estão em trânsito evolutivo, mediante as reencarnações entre o psiquismo do Primata homini e o Homo sapiens, ainda destituídos de discernimento, ingênuos e simples na sua estrutura espiritual íntima e que são utilizados pelos Espíritos, encarnados ou não, para uma ou outra atividade, conforme nos tem demonstrado a experiência neste campo. Ademais, Entidades que se atribuem valores que não possuem, chegando às raias da autofascinação, assumem a personificação de certas deidades, atirando-se, embriagadas de presunção, em tais misteres. Outrossim, há Espíritos que se estorcegam em necessidades materiais a que se fixam e se tornam instrumento desse comércio infeliz, mediante perseguições e vampirizações inimagináveis para os que não conhecem este ângulo da vida(...)

“O determinismo não é absoluto, em face dos recursos do livre-arbítrio que está sempre alterando o destino e os rumos da vida. O renascimento, algumas ocorrências e a desencarnação constituem fatalismo durante cada existência corporal. Pode ser até que se encontre estabelecido o modo pelo qual deve ocorrer a desencarnação do homem. Apesar disso, a invigilância, a precipitação, o mau gênio podem leva-lo a um suicídio, que não estava programado, a um acidente fatal, que a sua incúria provocou, ou, no sentido inverso, a conduta moral e psíquica equilibrada, sadia, ativa no bem, pode alterar-lhe completamente, na forma e no tempo, o ato desencarnatório. Concluímos, portanto, que a ocorrência nefasta, obsessiva, perturbadora, se dará ou não, conforme a receptividade do indivíduo. Não há dúvida, porém, de que, seja qual for o resultado da ação de quem a encaminhou para o mal, ocorrerá o “choque de retorno”, isto é, volve ao agente, o efeito da sua realização...”.

LIVRO – LOUCURA E OBSESSÃO. DIVALDO PEREIRA FRANCO. MANOEL P. DE MIRANDA. FEB.
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A Magia e os Elementais - 1


O amigo Felinto[¹] permaneceu conosco em palestra edificante. O mentor informou-me que ele supervisionava, na Casa, as tarefas da chamada magia branca aplicada em favor das que eram vítimas das práticas fetichistas que para ali acorriam, rogando que fossem desmanchados os trabalhos da magia negra.
Era a oportunidade de endereçar-lhe algumas questões e Dr. Bezerra, ao apresenta-lo a mim, favorecia-me com o ensejo.
Porque Felinto permanecesse à espera de alguma indagação, que previa lhe seria feita, questionei:

- A ação dos feitiços é real, conforme se apregoa em diversas áreas das crenças e seitas religiosas, como das ciências socioantropológicas? E se tal ocorre, como fica a questão do determinismo, desde que homens e Espíritos maus, com prática de tal porte, alteram o destino das criaturas?

- A magia – respondeu sem afetação – é uma ciência-arte tão antiga quanto as primeiras conquistas culturais do homem. Reservada à intimidade dos santuários da antiguidade oriental, é o uso do magnetismo, que começava a ser descoberto, da hipnose e do intercâmbio mediúnico, que os próprios imortais desencarnados propiciaram aos homens. A superlativa ignorância das leis vestiu essas práticas de rituais e fórmulas ensinadas pelos Espíritos, a maioria deles constituída de presunçosos e prepotentes, que se acreditavam deuses, exigindo sacrifícios humanos, animais, vegetais, conforme o processo da evolução de cada povo... Conhecendo, pelo estudo e pela repetição das experiências, a exteriorização magnética das chamadas “forças vivas” da Natureza e dos seres, manipulavam-nas com grande aparato para impressionar, colhendo alguns resultados, que projetavam os sacerdotes e quantos as praticavam. Pela mesma forma, percebeu-se que a aplicação de tais recursos podia ajudar ou entorpecer as criaturas, promovendo-as ou perturbando-as, daí nascendo as duas correntes referidas. (...)

A maioria das criaturas ainda reage mais a uma ação negativa com a qual facilmente sintoniza, do que com um gesto, um ato sutil de afetividade, de gentileza. Disso decorre que nas práticas da magia negra sempre há aqueles que se fazem receptivos às mesmas. Consciência de culpa inata, insegurança emocional, desajustes temperamentais, invigilância moral, insatisfação pessoal, ociosidade mental, conduta irregular, e, além desses fatores, os débitos passados constituem campo vibratório propício à sintonia com as induções mentais dos maus – telepatia e telementalização perniciosa -, assim como as ondas da magnetização de objetos ofertados para as práticas nefastas – imantações fluídicas – e, por fim, afinidade vibratória com os Espíritos perversos e com os Encantados[²] que se deixam utilizar, na sua ignorância, para estes fins ignóbeis como para os de ordem elevada.”

LIVRO – LOUCURA E OBSESSÃO. DIVALDO PEREIRA FRANCO. MANOEL P. DE MIRANDA. FEB.
*Grifos do Blog.

* OBSERVAÇÕES DO BLOG *:

¹ - o amigo Felinto, ao que nos parece, é um Exu Guardião. No livro citado, infelizmente, é utilizado o termo “exu” para se referir a outra classe de espíritos, descompromissados com o bem e marginais do Astral, os “quiumbas”. Provavelmente isso se dá em decorrência da falta de vocabulário do médium para expressar, na psicografia, o termo adequado a eles. No livro ARUANDA de ROBSON PINHEIRO/ÂNGELO INÁCIO, há, também, a observação de quê os “exus menores” enquanto “guardiões particulares”, “entram em sintonia com os homens e médiuns ignorantes, estabelecendo com eles uma ligação energética doentia ou infeliz”, portanto, provavelmente, os “exus” citados no livro de Divaldo fazem parte dessa hierarquia menor e mais ignorante de Espíritos.

² - o termo Encantado, dentro das religiões afro-brasileiras, refere-se aos Espíritos da Natureza (ler O LIVRO DOS ESPÍRITOS, itens 525-540), também chamados por Elementais. Ou, ainda, dentro da terminologia do Candomblé e dos cultos da Encantaria Maranhense, do Toré e do Catimbó, são assim denominados alguns Espíritos desencarnados, como os Caboclos, Crianças, Boiadeiros, Mestres Juremeiros, etc.

Criações e Correntes Mentais

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Segundo nos relatam as inteligências extrafísicas, o planeta Terra é um organismo vivo e pulsante; interage com as inteligências encarnadas e desencarnadas, as quais irradiam pensamentos ininterruptamente. Esses pensamentos manifestam-se ora como ondas, ora como raios, que partem da fonte geradora e produzem uma espécie de associação, mais ou menos duradoura, com outras imagens mentais ou formas-pensamentos. A durabilidade dessa associação é proporcional à qualidade e à intensidade da força que mantém coesos tais pensamentos afins.

Entendemos, a partir daí, que os pensamentos de ordem superior, ao circularem em torno da atmosfera psíquica do planeta, compõem um cinturão de correntes mentais que abastece as inteligências encarnadas e desencarnadas que se sintonizam com elementos dessa natureza. Assim é que artistas, sensitivos, cientistas, médiuns e todos aqueles que mantêm uma atividade mental superior, desenvolvendo seus raciocínios e buscando inspiração para qualquer tipo de tarefa com objetivos nobres, acabam por se sintonizar com correntes mentais de ordem elevada. Pietro Ubaldi foi provavelmente quem melhor definiu essas associações mentais superiores, denominando-as noúres. As noúres refletem os pensamentos de todos os seres elevados, o conhecimento universal, e constituem-se na maior fonte de inspiração para os habitantes do planeta Terra.

Processo análogo ocorre com os pensamentos considerados inferiores.

Fundamentados em informações dos espíritos e de diversos pesquisadores encarnados, sabemos da capacidade de emissão da mente humana, que se define em ternos qualitativos, por meio das vibrações, ou em relação à sua frequência, que pode ser alta ou baixa. Por outro lado, as ondas formadoras das correntes de pensamento, que circundam a aura magnética dos seres humanos e do planeta, são tão mais fortes quanto mais fortes e elevados forem os pensamentos e sentimentos que se mesclaram no ato mental. Sendo assim, tanto a classificação ou a qualidade quanto a duração das ondas mentais estão subordinadas aos sentimentos e à elevação de intenções ou propósitos da mente geradora. As correntes de pensamento alcançam maior frequência vibratória à medida que ficam impregnadas do desejo de ajudar, esclarecer, progredir e amar.

Diante do exposto, fica patente que o poder dos indivíduos que buscam o desenvolvimento espiritual e que trabalham pelo bem, pelo amor e pelo progresso supera grandemente a condição daquelas mentes enfermiças que ainda não despertaram para as noções de melhoramento, renovação e aperfeiçoamento. Lembro-me de Gandhi, quando afirmou que “se um único homem chega à plenitude do amor, neutraliza o ódio de milhões”. Desenvolvendo a reflexão do Mahatma, talvez possamos concluir que, se milhares de indivíduos compreenderem que podem expressar nem que seja uma diminuta parcela de amor, em forma de cooperação, solidariedade, honestidade, lealdade, neutralizaremos o ódio daqueles que ainda permanecem ignorantes das leis da vida.

Uma das coisas que determina fortemente a elevação da frequência vibratória do pensamento é o amor desinteressado. E é claro que o contrário também é verdadeiro: o egoísmo, as paixões aviltantes, a falta de sintonia com os elementos de progresso produzem um rebaixamento das vibrações dessas correntes mentais. Elas passam a formar uma espécie de egrégora, ou seja, um conjunto de formas-pensamento que gravitam muito próximo à esfera física. Aqueles seres que sintonizam com a mágoa, a tristeza, a indiferença, o egoísmo e os interesses mesquinhos captam dessa egrégora elementos mentais que abastecem esses pensamentos e sentimentos desorganizados e desinteressantes para o progresso humano.

Dessa maneira, deduz-se quanto é valiosa a reeducação dos impulsos da alma. Selecionar o alimento mental passa a ser tão ou mais importante que escolher o alimento material. Conhecer-se para detectar a fonte das emoções desequilibradas passa a ser condição sine qua non para uma vida digna de filho de Deus, para uma existência feliz. Sentimentos e emoções de baixo teor, como os descritos no parágrafo anterior, serão detectados pelo ser que busca espiritualizar-se, com a máxima prontidão possível, a fim de que sejam compreendidos e transmutados. Esse exercício possibilitará uma plantação de qualidade, com uma colheita de resultados compensadores.

Robson Pinheiro.
(livro ENERGIA – NOVAS DIMENSÕES DA BIOENERGÉTICA HUMANA. Orientado pelos espíritos Joseph Gleber, André Luiz e José Grosso. Ed. Casa dos Espíritos).

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Respiração e Fluido Vital


Todos os corpos animais, incluindo o do homem, que se localiza em estágio superior da escala evolutiva, têm a característica de absorver intensamente e de forma plena a energia de que precisam por meio de uma série de procedimentos identificados como nutrição energética, a qual mantém o reservatório de fluidos vitais – o duplo etérico – em constante funcionamento. O duplo etérico, conhecido como corpo parafísico, muitíssimo afim com o elemento material do organismo humano, é uma espécie de bateria de energias vitais. A respiração é a forma mais comum de o ser humano manter-se ligado à fonte de vitalidade, que provém diretamente do núcleo do Sol. A irradiação solar empresta qualidade ao fluido vital e fornece elementos preciosos para sua composição ao entrar em contato com outros elementos sutis dispersos na atmosfera. As biomoléculas do elemento vital podem ser absorvidas pela respiração.

Se o Sol é o maior irradiador de energia e o nutriente por excelência, e sua energia de natureza superior está presente na composição do fluido vital de todas as criaturas do nosso planeta, a fonte mais importante de absorção desse fluido vital, em nosso organismo, passa a ser a respiração. É esse o primeiro ato da consciência ao utilizar o corpo físico e o último a ser desativado quando da reintegração ao mundo original, o extrafísico. Visto de uma forma mais abrangente, o ser vivo capta o oxigênio pela respiração e, numa ação ainda mais ampla e ostensiva, apodera-se do fluido cósmico incrementado e dinamizado pela força irradiadora dos raios solares, transformando-o, assim, em bioenergia.  Desse modo, a energia vital é identificada como o motor da vida, a força que gerencia o movimento, a ação, as transformações e a dinâmica da vida nos seres vivos. Entre as manifestações da vida intrafísica no planeta, o fluido vital é considerado a alma vital, o fôlego de vida e a fonte que mantém o conjunto orgânico ativo e funcional. Também é identificado pelos habitantes da esfera extrafísica como energia imanente.

Historicamente, variadas culturas demonstram prezar bastante a respiração, dedicando-se a seu aprendizado. Em diversas filosofias, escolas do pensamento ou em templos iniciáticos há práticas e ensinamentos que refletem preocupação imensa em ensinar as pessoas a viver bem, respirando de forma correta. Isso nos fornece uma pálida ideia da importância da respiração em qualquer sistema de cura ou tratamento bioenergético. Quando desenvolvemos a respiração cadenciada, regular e coerente com a necessidade do corpo somático de se abastecer no oceano de fluidos em que está mergulhado, a própria circulação do fluido vital é capaz de reorganizar o funcionamento do corpo físico, em muitos casos. O fluido vital ou bioenergia tem uma ação mais abrangente quando a pessoa realiza exercícios de respiração. Por meio da respiração cadenciada e rítmica, tanto o corpo quanto a mente são alimentados, energizados e saturados do fluido que dá a ao corpo a resistência e a força que carece, o que contribui bastante para o aumento da qualidade de vida, de modo geral.

 ROBSON PINHEIRO.(livro ENERGIA – Novas dimensões da Bioenergética Humana. Orientado pelos Espíritos Joseph Gleber, André Luiz e José Grosso. Ed. Casa dos Espíritos).


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